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Iepé realiza lançamento da publicação Peixes e Pesca – Conhecimentos e Práticas entre os Povos Indígenas do Baixo Oiapoque

 

Na manhã do último dia 20 de julho o Programa Oiapoque do Iepé realizou no Fórum do município de Oiapoque o lançamento da publicação “Peixes e Pesca – Conhecimentos e Práticas entre os Povos Indígenas do Baixo Oiapoque”. O evento contou com mais de 80 participantes, dentre os quais representantes de organizações indígenas locais, instituições da Guiana Francesa, da FUNAI local e de Macapá, organizações governamentais e da sociedade civil de Oiapoque, estudantes e professores da UNIFAP (em especial do curso de Licenciatura Intercultural Indígena) e dos AGAMIN – Agentes Ambientais Indígenas do Oiapoque.

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Comitiva de representantes indígenas Wayana do Suriname realizam visita de intercâmbio na Terra Indígena Parque do Tumucumaque

    

Intercâmbio proporcionou troca de experiências sobre modos de vida e conhecimentos sobre proteção territorial e gestão ambiental

Entre os dias 20 e 29 de junho de 2019, um grupo formado por cinco indígenas Wayana do Suriname esteve na aldeia Bona, na Terra Indígena Parque do Tumucumaque, participando das atividades do Projeto Orixiyana, a convite da Associação dos Povos Indígenas Wayana e Apalai (APIWA). O principal objetivo dessa visita foi conhecer o que os Wayana e demais povos que habitam as Terras Indigenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este estão fazendo, no Brasil, para proteger e assegurar seus direitos territoriais. Jupta Itoewaki, presidente da Fundação Mulokot (aldeia Kewemhakam), Ipomadi Pelenapin (aldeia Lawa), Johan Neni e Gilbert Koemaja (Apetina) e Brayen Pakome Huwa (aldeia Palumeu), primeiramente estiveram em Macapá onde fizeram visitas às sedes do Iepé e da APIWA. Acompanhados por Kutanan Wayana, Arinawaré Wayana e Ariné Apalai os visitantes foram até o Museu Sacaca onde puderam ver o trabalho de construção de uma casa tradicional wayana. No dia 21 de junho o grupo seguiu de frete aéreo para a aldeia Bona onde acompanhou a oficina do Projeto Orixiyana, que está sendo executado pela Articulação de das Mulheres Indigenas Wayana e Apalai, em parceria com a APIWA e o Iepé. Também participaram da Oficina de Monitoramento e Proteção Territorial realizada por uma equipe da FUNAI.

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IBAMA e ICMBio participam da formação dos Agentes Ambientais Indígenas do Oiapoque

Nos dias 08 e 09 de julho, os técnicos do IBAMA e ICMBio participaram da formação dos Agentes Ambientais Indígenas do Oiapoque (AGAMIN), promovendo o diálogo sobre a legislação ambiental brasileira, os desafios enfrentados pelas unidades de conservação atualmente e os projetos de conservação de quelônios que vem sendo realizados no estado do Amapá. A atividade fortaleceu a parceria de trabalho entre os AGAMIN e os agentes governamentais que atuam na região.

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IV Feira dos Produtos Indígenas comercializa cerca de uma tonelada de produtos da agricultura familiar no Oiapoque

A Feira tem se mostrado uma excelente oportunidade de divulgar a produção dos alimentos tradicionais sustentáveis dos povos indígenas do Oiapoque, valorizando a diversidade alimentar da região

Nos dias 05 e 06 de julho foi realizada a 4ª edição da Feira de Produtos Indígenas do Oiapoque. Cerca de 15 produtores indígenas, sendo a maioria deles da região da BR 156 (Terra Indígena Uaçá), comercializaram uma tonelada de alimentos advindos da agricultura familiar. Além da farinha de mandioca, tucupi, tapioca e goma, foram vendidas frutas regionais como banana e laranja.  Também foram vendidos óleos vegetais (coco e andiroba) e artefatos indígenas, com destaque aos cestos Palikur-Arukwayene feitos de arumã.

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Turismo de base comunitária começa a ser discutido nas Terras Indígenas do Oiapoque

Iniciativa permitirá o levantamento participativo do potencial para atividades de turismo comunitário sustentável nas TIs do Oiapoque

Nos meses de maio e junho de 2019, o conceito de “turismo de base comunitária” foi apresentado às lideranças indígenas, como uma atividade possível de integrar a gestão socioambiental das Terras Indígenas. Inicialmente, a temática foi debatida em uma oficina no Centro de Formação (TI Uaçá) e, posteriormente, em reuniões nas cinco regiões. A continuidade do processo será discutida pelo Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas – CCPIO, após a avaliação do potencial turístico e elaboração participativa de um Plano Estratégico para o desenvolvimento das iniciativas de turismo comunitário nas TIs do Oiapoque.

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Agentes ambientais indígenas participam de aulas no Campus Porto Grande do Instituto Federal do Amapá

As turmas dos ASA e AGAMIN foram recebidas pelo corpo docente do IFAP com aulas práticas e teóricas complementares à sua formação como Técnicos em Meio Ambiente

Turmas de ASA e AGAMIN estiveram em Porto Grande para acompanhar aulas no IFAP

O Iepé e o Instituto Federal do Amapá (IFAP) realizaram, com apoio da Funai e da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari, uma semana de aulas para os Agentes Ambientais Indígenas do Oiapoque (AGAMIN) e Agentes Socioambientais Wajãpi (ASA) no campus do IFAP de Porto Grande, entre os dias 05 e 08 de junho. A iniciativa foi fruto da cooperação entre Iepé e IFAP para a certificação da formação de Agentes Socioambientais Indígenas no curso Técnico em Meio Ambiente, com objetivo de que os 68 agentes indígenas matriculados no IFAP conhecessem o campus, os professores e tivessem aulas sobre conteúdos complementares oferecidos pelo corpo docente do IFAP. Com a coordenação do Diretor de Ensino, Breno Araújo, os temas das aulas foram propostos pelo corpo docente do IFAP e ministradas com acompanhamento das coordenadoras da formação de AGAMIN e ASA do Iepé, Rita Lewkowicz e Isabel Mesquita, e de um dos professores que acompanha as duas turmas, Igor Scaramuzzi, que auxiliaram na condução das aulas durante a semana.

No dia 05 de junho, o IFAP promoveu uma mostra em função do Dia Mundial do Meio Ambiente, com palestras, exposições, minicursos e apresentações de alunos, incluindo apresentação dos ASA e AGAMIN.

ASA e AGAMIN falaram sobre o trabalho dos agentes ambientais indígenas em seminário no Dia Mundial do Meio Ambiente

No dia 06 de junho, os estudantes indígenas foram divididos em dois grupos (ASA e AGAMIN) que tiveram aulas concomitantes sobre legislação ambiental, análise de solo, resíduos sólidos e compostagem e uma oficina de produção de sabão. Na aula sobre legislação ambiental com a professora Lidiane dos Santos, foram apresentados o contexto de criação da legislação ambiental do Brasil e as Leis de Educação Ambiental (Lei n. 9.795/99) e de Crimes Ambientais (Lei n. 9.605/98). Na aula de análise do solo, ministrada pelos professores Cleber Oliveira e Nilvan Melo, os estudantes conheceram locais de plantio de gêneros diversos em estufas e ao ar livre no próprio campus do IFAP. Os professores apresentaram os cuidados e técnicas de plantio utilizados, contextualizando que foram maneiras desenvolvidas para produzir alimentos em áreas delimitadas (propriedades rurais), considerando que, com o passar do tempo e repetidos plantios no mesmo local, há esgotamento do solo. Os agentes indígenas pontuaram que tem uma forma diferente de cultivar alimentos, abrindo roças em locais diferentes, de maneira a garantir tempo para a recuperação do solo. Os professores mostraram aos estudantes como colher amostras de terra para fazer análises sobre a qualidade do solo de uma determinada área.

O estudantes aprenderam formas de colher amostras de terra para fazer análises sobre a qualidade do solo

A professora Aline Santos mostrou aos agentes ambientais como utilizar uma composteira para transformar lixo orgânico em adubo, com a utilização de minhocas para acelerar o processo. A professora Karmile Silva falou sobre a poluição da água por óleo de cozinha e as reações químicas associadas, finalizando a aula ensinando como fazer sabão com óleo de cozinha usado.

A compostagem de resíduos orgânicos foi tema de uma das aulas

No dia 07 de junho, a turma de ASA e AGAMIN visitou uma propriedade onde são criados peixes para comercialização. O dono do local, Valdo, e o professor Bruno Denucci falaram sobre o que é necessário para a criação de peixes, desde a escolha da espécie e abertura de tanques em local adequado até os cuidados com a água e alimentação dos peixes. Valdo e seu filho, com a ajuda dos participantes, realizaram a pesagem de alguns peixes que estavam há um mês no tanque para avaliar quantas vezes por dia e com qual ração os peixes deveriam ser alimentados nesta fase. No período da tarde, os ASA e AGAMIN dividiram-se em três grupos para uma aula no Laboratório de Química com a professora Karmile, para analisar o PH de amostras de água. Para tal, foi feita uma breve explicação sobre o que é PH e qual a finalidade deste tipo de análise. No mesmo dia, o Secretário de Meio Ambiente de Porto Grande, Orivaldo Amorim, fez uma palestra para o grupo.

Durante a aula de piscicultura, os estudantes ajudaram na pesagem dos peixes

O encerramento das atividades no IFAP ocorreu no dia 08 de junho, com uma aula do professor Luan Silva sobre instrumentos de geoprocessamento, relembrando alguns conteúdos já abordados em outras disciplinas da formação dos ASA e AGAMIN, e com um exercício prático de manuseio de GPS.

11º módulo da formação de Agentes Socioambientais Wajãpi é realizado na Terra Indígena

Nesta etapa foram discutidos o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a gestão socioambiental da TI Wajãpi, formas de registro dos experimentos de plantio de árvores e a relação entre o funcionamento das esferas de governo e os direitos dos povos indígenas

Entre os dias 07 e 15 de maio de 2019, o Iepé realizou a 11ª etapa da formação de Agentes Socioambientais Wajãpi (ASA) no Centro de Formação e Documentação Wajãpi, na Terra Indígena Wajãpi, com apoio da Porticus. Nesta etapa da formação, os temas abordados foram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Plano de Gestão da Terra Indígena Wajãpi (PGSATIW), formas de registro dos experimentos de plantio de árvores e a relação entre o funcionamento das esferas de governo e os direitos dos povos indígenas. No primeiro dia do módulo, dois representantes da Pró Reitoria de Ensino do Instituto Federal do Amapá (IFAP), Romaro Antonio Silva e Maria Veramoni Coutinho, estiveram presentes para acompanhar a condução das aulas e conhecer os ASA, formalmente matriculados no Instituto. Os representantes do IFAP aproveitaram a ocasião para convidar os ASA a participarem do seminário do meio ambiente, a ser organizado pelo Instituto em junho. O módulo teve que ser interrompido no dia 15 de maio, 3 dias antes do previsto, devido ao falecimento do filho de um dos participantes, em respeito ao luto dos Wajãpi.

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Oficina de formação em política e direitos indígenas para lideranças Galibi Marworno acontece no Oiapoque

Organização do sistema político brasileiro, direitos indígenas e formas próprias de governo dos povos indígenas do Oiapoque foram pautas da formação realizada na aldeia Manaú (TI Uaçá)

Em parceria com a Articulação do Povo Galibi Marworno – AIPGM, o Iepé realizou entre os dias 10 e 12 de junho,  na Aldeia Manaú, localizada na Terra Indígena Uaçá (Oiapoque/AP), uma oficina de formação em política e direitos indígenas com as lideranças do povo Galibi Marworno. Os temas apresentados foram: a organização do sistema político brasileiro, história dos direitos indígenas e as formas próprias de governo dos povos indígenas do Oiapoque. A oficina reuniu cerca de 80 pessoas, incluindo caciques, conselheiros, professores, jovens, mulheres, agentes ambientais e demais lideranças, que discutiram conceitos fundamentais para o entendimento dos direitos dos povos indígenas no Brasil.

“Decidimos fazer essa oficina para conhecer mais dos nossos direitos, têm lideranças novas que precisam entender o que os outros povos estão fazendo, entender o que os políticos estão falando sobre os direitos indígenas.” (Professor Alberto)

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Iepé apoia oficina de fortalecimento de línguas Karib (Werikyana)

Na ocasião foram discutidos a auto-documentação das línguas locais e o
desenvolvimento de dicionários, gramáticas, livros didáticos e vídeos para as escolas

Juventino Kaxuyana, presidente Aikatuk, durante a oficina

Entre os dias 16 e 22 de maio, um grupo de falantes de línguas Karib (Katxuyana, Kahyana e Yaskuriyana) esteve reunido em Alter do Chão, no Pará para uma oficina de fortalecimento linguístico da língua que estão convencionando chamar de Werikyana, tendo em vista serem falantes de línguas muito próximas umas das outras, com pequenas variações dialetais entre si.

A oficina, da qual participaram lideranças, professores e estudantes indígenas, moradores dos rios Nhamundá, Cachorro e Paru de Oeste, que se localizam nas Terras Indígenas Nhamundá-Mapuera (AM/PA), Katxuyana-Tunayana (PA) e Parque do Tumucumaque (PA/AP) respectivamente, foi mediada pelo linguista Prof. Spike Gildea, da Universidade de Oregon, com o apoio da antropóloga Luísa Girardi, doutora pela Universidade de São Paulo, e dos assessores da equipe do Programa Tumucumaque do Iepé. As lideranças Ângela Kaxuyana, da COIAB e Juventino Kaxuyana, presidente da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk), encabeçaram as discussões. Também participaram dessa oficina duas estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Neide YmayaWara e Ana Kaxuyana, ambas dedicadas a contribuir para a valorização das línguas dos povos Karib que estarão estruturadas sob a designação de “língua werikyana”, dentre as quais katxuyana, kahyana, yaskuriyana.

O linguista Spike Gildea, da Universidade de Oregon, mediou os trabalhos

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VI Etapa de Formação de Jovens e Lideranças do Tumucumaque/Leste acontece na aldeia Xuixuimene

Participação comunitária, direitos indígenas e patrimonialização de conhecimentos foram o foco desta etapa

Às margens do rio Paru de Leste, a aldeia Xuixuimene recebeu cerca de 60 participantes para a VI Etapa de Formação de Jovens e Lideranças, entre os dias 23 de abril e 11 de maio. Os participantes, vindos de mais de 20 diferentes aldeias ao longo do rio Paru de Leste, puderam discutir sobre os seguintes temas: “Participação Comunitária no Fortalecimento da Associação”, “Direitos para Povos Indígenas” e “Políticas para Cultura: Registro da Arte Gráfica Wayana e Aparai”. As traduções para as línguas wayana e tiriyó ficaram a cargo, respectivamente, de Marakarepo Apalai e Araimare Waiapi Waiana, conforme decidido pelos participantes. Kutanan Wayana (APOIANP) e Cecília Awaeko Apalai (APIWA) também fizeram importantes contribuições para o entendimento geral.

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