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11º módulo da formação de Agentes Socioambientais Wajãpi é realizado na Terra Indígena

Nesta etapa foram discutidos o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a gestão socioambiental da TI Wajãpi, formas de registro dos experimentos de plantio de árvores e a relação entre o funcionamento das esferas de governo e os direitos dos povos indígenas

Entre os dias 07 e 15 de maio de 2019, o Iepé realizou a 11ª etapa da formação de Agentes Socioambientais Wajãpi (ASA) no Centro de Formação e Documentação Wajãpi, na Terra Indígena Wajãpi, com apoio da Porticus. Nesta etapa da formação, os temas abordados foram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Plano de Gestão da Terra Indígena Wajãpi (PGSATIW), formas de registro dos experimentos de plantio de árvores e a relação entre o funcionamento das esferas de governo e os direitos dos povos indígenas. No primeiro dia do módulo, dois representantes da Pró Reitoria de Ensino do Instituto Federal do Amapá (IFAP), Romaro Antonio Silva e Maria Veramoni Coutinho, estiveram presentes para acompanhar a condução das aulas e conhecer os ASA, formalmente matriculados no Instituto. Os representantes do IFAP aproveitaram a ocasião para convidar os ASA a participarem do seminário do meio ambiente, a ser organizado pelo Instituto em junho. O módulo teve que ser interrompido no dia 15 de maio, 3 dias antes do previsto, devido ao falecimento do filho de um dos participantes, em respeito ao luto dos Wajãpi.

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Oficina de formação em política e direitos indígenas para lideranças Galibi Marworno acontece no Oiapoque

Organização do sistema político brasileiro, direitos indígenas e formas próprias de governo dos povos indígenas do Oiapoque foram pautas da formação realizada na aldeia Manaú (TI Uaçá)

Em parceria com a Articulação do Povo Galibi Marworno – AIPGM, o Iepé realizou entre os dias 10 e 12 de junho,  na Aldeia Manaú, localizada na Terra Indígena Uaçá (Oiapoque/AP), uma oficina de formação em política e direitos indígenas com as lideranças do povo Galibi Marworno. Os temas apresentados foram: a organização do sistema político brasileiro, história dos direitos indígenas e as formas próprias de governo dos povos indígenas do Oiapoque. A oficina reuniu cerca de 80 pessoas, incluindo caciques, conselheiros, professores, jovens, mulheres, agentes ambientais e demais lideranças, que discutiram conceitos fundamentais para o entendimento dos direitos dos povos indígenas no Brasil.

“Decidimos fazer essa oficina para conhecer mais dos nossos direitos, têm lideranças novas que precisam entender o que os outros povos estão fazendo, entender o que os políticos estão falando sobre os direitos indígenas.” (Professor Alberto)

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Iepé apoia oficina de fortalecimento de línguas Karib (Werikyana)

Na ocasião foram discutidos a auto-documentação das línguas locais e o
desenvolvimento de dicionários, gramáticas, livros didáticos e vídeos para as escolas

Juventino Kaxuyana, presidente Aikatuk, durante a oficina

Entre os dias 16 e 22 de maio, um grupo de falantes de línguas Karib (Katxuyana, Kahyana e Yaskuriyana) esteve reunido em Alter do Chão, no Pará para uma oficina de fortalecimento linguístico da língua que estão convencionando chamar de Werikyana, tendo em vista serem falantes de línguas muito próximas umas das outras, com pequenas variações dialetais entre si.

A oficina, da qual participaram lideranças, professores e estudantes indígenas, moradores dos rios Nhamundá, Cachorro e Paru de Oeste, que se localizam nas Terras Indígenas Nhamundá-Mapuera (AM/PA), Katxuyana-Tunayana (PA) e Parque do Tumucumaque (PA/AP) respectivamente, foi mediada pelo linguista Prof. Spike Gildea, da Universidade de Oregon, com o apoio da antropóloga Luísa Girardi, doutora pela Universidade de São Paulo, e dos assessores da equipe do Programa Tumucumaque do Iepé. As lideranças Ângela Kaxuyana, da COIAB e Juventino Kaxuyana, presidente da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk), encabeçaram as discussões. Também participaram dessa oficina duas estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Neide YmayaWara e Ana Kaxuyana, ambas dedicadas a contribuir para a valorização das línguas dos povos Karib que estarão estruturadas sob a designação de “língua werikyana”, dentre as quais katxuyana, kahyana, yaskuriyana.

O linguista Spike Gildea, da Universidade de Oregon, mediou os trabalhos

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VI Etapa de Formação de Jovens e Lideranças do Tumucumaque/Leste acontece na aldeia Xuixuimene

Participação comunitária, direitos indígenas e patrimonialização de conhecimentos foram o foco desta etapa

Às margens do rio Paru de Leste, a aldeia Xuixuimene recebeu cerca de 60 participantes para a VI Etapa de Formação de Jovens e Lideranças, entre os dias 23 de abril e 11 de maio. Os participantes, vindos de mais de 20 diferentes aldeias ao longo do rio Paru de Leste, puderam discutir sobre os seguintes temas: “Participação Comunitária no Fortalecimento da Associação”, “Direitos para Povos Indígenas” e “Políticas para Cultura: Registro da Arte Gráfica Wayana e Aparai”. As traduções para as línguas wayana e tiriyó ficaram a cargo, respectivamente, de Marakarepo Apalai e Araimare Waiapi Waiana, conforme decidido pelos participantes. Kutanan Wayana (APOIANP) e Cecília Awaeko Apalai (APIWA) também fizeram importantes contribuições para o entendimento geral.

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Conhecimentos dos povos indígenas do Oiapoque sobre peixes e pesca são o tema da nova publicação do Iepé

Fruto de pesquisa da equipe indígena do Museu Kuahí, o livro aborda os sofisticados
saberes que constituem as relações dos Karipuna, Palikur, Galibi Marworno e Galibi Kali’na com a prática da pesca

Peixes e pesca: Conhecimentos e práticas entre os Povos Indígenas do Baixo Oiapoque, Amapá, a mais nova publicação do Iepé, disponibiliza para o público indígena e não-indígena um grande levantamento de cunho científico e antropológico dos saberes e práticas dos Karipuna, Palikur, Galibi Marworno e Galibi Kali’na, povos que habitam a bacia do rio Uaçá e o baixo curso do rio Oiapoque, no extremo norte do Amapá, relativos à grande variedade de peixes, aos diferentes ecossistemas, aos lugares e calendários de pesca, às inúmeras armas e estratégias para capturar as diferentes espécies, aos ciclos da chuva e às relações entre humanos e os seres do mundo aquático que acompanham essa atividade.

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Iepé assina nota de repúdio à votação do licenciamento ambiental sem debate com a sociedade

O Iepé e mais 79 organizações  da sociedade civil repudiam, em nota divulgada nesta terça, 7, a tentativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de pautar a votação da nova Lei do Licenciamento Ambiental em regime de urgência, sem diálogo com a sociedade civil. O regime de urgência permite que a lei seja votada direto no plenário da Câmara, sem passar por discussões em duas comissões. As entidades alertam que, se aprovada, a nova Lei do Licenciamento Ambiental “aumenta o risco ao meio ambiente e às populações potencialmente impactadas, que ficarão menos protegidas e com seus direitos ameaçados. Empreendedores também serão afetados, pois o texto causará enorme insegurança jurídica e aumento de conflitos sociais, abalando a economia do País”. Entre outras graves ameaças, a nova Lei do Licenciamento Ambiental acaba com os direitos à informação e à participação das populações atingidas, bem como de seus órgãos representativos, e prevê uma lista de dispensa de licenciamento para atividades degradadoras.

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Quilombo do Maruanum recebe intercâmbio entre representantes indígenas e quilombolas no Amapá

No dia 26 de março de 2019, na sede da Vila do Carmo, no Quilombo do Maruanum, ocorreu um intercâmbio entre representantes indígenas e quilombolas do Amapá. O evento ocorreu por iniciativa do Núcleo de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá e da Força Tarefa dos Governadores pelo Clima e Floresta (GCF), com apoio do Iepé e da Rede de Cooperação Amazônica (RCA), na semana em que Macapá sediou o 17 Fórum dos Governadores da Amazônia Legal. Mais de 30 participantes estiveram envolvidos em várias atividades realizadas ao longo do dia, que contou discussões sobre a situação dos territórios indígenas e quilombolas no Estado, apresentações culturais e rodas de conversa.

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Oiapoque recebe a I Feira Itinerante de Produtos Indígenas

Além de proporcionar um espaço de comercialização da produção indígena no município, a feira itinerante contribui para a visibilidade, soberania e segurança alimentar dos povos indígenas da região

Na Semana dos Povos Indígenas, entre os dias 16 e 17 de abril, o município do Oiapoque recebeu a I Feira Itinerante de Produtos Indígenas, onde mais de 20 produtores indígenas das regiões do Rio Uaçá, Urukawá, Curipi, Oiapoque e BR156, comercializaram uma variedade de produtos da agrobiodiversidade e artefatos dos diferentes povos da região. Além da farinha de mandioca e seus derivados (tucupi, tapioca, goma), mercadorias de maior destaque na feira, outros produtos, como mel, óleos vegetais e tinturas naturais, foram vendidos em menor escala.

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Baixe o documentário “Do Protocolo Wajãpi à Consulta Prévia”

O Iepé disponibiliza para download o documentário “Do Protocolo Wajãpi à Consulta Prévia”, realizado pela Rede de Cooperação Amazônica (RCA), que traz depoimentos sobre a elaboração do Protocolo de Consulta e Consentimento Wajãpi e registros das duas primeiras etapas de um processo de consulta a este povo indígena. Tal processo está sendo realizado pelo Incra e pelo Instituto Estadual de Florestas do Amapá sobre mudanças no zoneamento do entorno da Terra Indígena Wajãpi. Trata-se do primeiro processo de consulta prévia no Brasil realizado a partir de um protocolo indígena. Esse protocolo foi uma iniciativa pioneira de um povo indígena a estabelecer regras próprias para ser consultado pelo Estado, direito garantido pela Convenção 169 da OIT.

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VI Etapa de formação de jovens e lideranças em gestão territorial e ambiental no lado oeste da TI Parque do Tumucumaque

Entre os dias 25 de março e 13 de abril de 2019, aconteceu a VI Etapa da Formação de Jovens e Lideranças em Gestão Territorial e Ambiental no lado oeste do Complexo Tumucumaque. Esta etapa, que contou com a presença de cerca de 20 formandos, além de caciques, mulheres e lideranças, ocorreu na aldeia Missão Tiriyó, localizada na Terra Indígena (TI) Parque do Tumucumaque, extremo norte do Pará.

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