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Depoimentos e trocas de experiências marcam o II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e Norte do Pará

Mulheres wajãpi se pronunciam no II Encontro de Mulheres do Amapá e Norte do Pará

Mulheres wajãpi se pronunciam no II Encontro de Mulheres do Amapá e Norte do Pará

Reunidas em Macapá de 18 a 20 de outubro de 2016, as mulheres indígenas do Amapá e norte do Pará, e suas convidadas de outras regiões, tiveram oportunidade de conviver e dialogar durante três dias sobre seus saberes relacionados à sua alimentação, práticas agrícolas e gestão de seus territórios. Puderam relatar sobre os desafios que encontram hoje para alcançar o que chamaram de “bem viver da mulher indígena”, falando de si mesmas, incentivando umas às outras a serem mais atuantes na vida pública e no movimento indígena, não contra, mas junto aos homens. Emocionaram-se com as histórias de vida relatadas, e orgulharam-se por aquelas que já conquistaram mais espaço, sendo ouvidas e mostrando que também estão na luta por esse bem viver, tão almejado, e que sabem ter muito em suas mãos para fazer acontecer. Como representante da COIAB, Nara Baré manifestou sua preocupação com o movimento indígena hoje, na Amazônia e no Brasil:

O movimento indígena hoje está preocupado, pois são muitos entraves e muitos direitos que foram conquistados com muito sangue, com muita luta, e isso querem tirar da gente. Se a gente tem uma vida que é digna, isso vem de várias batalhas e negociações ao longo do tempo. A gente vê a necessidade das mulheres construírem juntas. Então, temos muito a contribuir. E, hoje, a gente vê, dentro desse panorama, muitos desafios. Antes, era muito difícil ver cacique mulher, ver pajé mulher, e isso foi feito através do diálogo.

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II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e norte do Pará: Alimentação, Práticas agrícolas e Gestão Territorial

Mulheres indígenas se reúnem em Macapá

Mulheres indígenas se reúnem em Macapá

Hoje, 18 de outubro de 2016, teve início o II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e Norte do Pará – Alimentação, Práticas Agrícolas e Gestão Territorial, produzido pelo Iepé, em parceria com a RCA e Funai, e contando com o apoio da Fundação Moore, Rainforest Foundation e Embaixada da Noruega. Mais de 50 mulheres estão presentes, representando a grande sociodiversidade da região: do Oiapoque, vieram Galibi, Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur; do Tumucumaque, Wayana, Aparai, Tiriyó, Katxuyana e Txikyana; também participam as mulheres Wajãpi, a representante da COIAB Nara Baré e representante da Aikatuk e FEPIPA, Angela Kaxuyana, e Marluce Mura (AMIRMO), além de várias convidadas da RCA, vindas do Acre (Francisca Arara e Edileuda Shanenawa, da OPIAC), do Amazonas (Almerinda Lima e Adelina Dessana – FOIRN, e Cleide e Luzinda Mayuruna – OGM), de Roraima (Lucila Souza e Lucimeiry Silva – CIR) e do Xingu (Kuiaiú Yawalapiti – Associação Yamurikumã das Mulheres do Xingu). São parteiras, professoras, lideranças, cacicas, pesquisadoras, agentes de saúde, agentes socioambientais, mas, sobretudo, mulheres indígenas, preocupadas com seu papel no dia-a-dia de suas aldeias.

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Iepé assina carta de apoio aos Guarani Kaiowá do Tekohá Apikaí

Despejo é genocídio: em defesa dos Guarani e Kaiowá do Apyka’i

No Mato Grosso do Sul, no meio de uma plantação de cana, vive um grupo de famílias Guarani e Kaiowá. Para eles, aquela terra se chama Apyka’i, e é onde estão enterrados os seus antepassados. E eles estão ameaçados de despejo.    É ao lado dessas pessoas que nos posicionamos nesta carta, contra a recente decisão de reintegração de posse da área em favor de uma vasta plantação de cana, arrendada pela Usina São Fernando. A usina, localizada no município de Dourados (MS) ­ pertence a José Carlos Bumlai, empresário e pecuarista preso pela Operação Lava Jato ­, incide sobre o território indígena.

Apyka’i é um exemplo grave do genocídio praticado contra os indígenas no estado. Lá, eles bebem água em um córrego envenenado pelas plantações de cana ­ uma senhora morreu de envenenamento ali. Outras oito pessoas foram atropeladas às margens da rodovia, por onde os indígenas acessam a cidade. Outras três se suicidaram, no contexto da falta absoluta de terra. A morte é muito presente no Apyka’i ­ logo que se entra no acampamento, é possível avistar dois cemitérios. Desfavorecidos pela paralisação das demarcações das terras indígenas, sofrendo   regularmente tentativas de reintegração de posse, ameaças de morte, ataques, incêndios criminosos, suicídios, ausência total de acesso a saúde e educação, ataques químicos com agrotóxico por aviões, atropelamentos e racismo.

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Iepé tem nova diretoria

Nos dias 11 e 12 de junho de 2014, em São Paulo, realizou-se a Assembleia Ordinária de Sócios do Iepé, quando foi eleito o novo Conselho Diretor da instituição, para o período 2014-2017. A cientista social Bernadette Franceschini foi eleita presidente do Iepé, e as antropólogas Lucia Hussak van Velthem e Dominique T. Gallois para os cargos de secretária e tesoureira, respectivamente.

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Iepé e Funai apóiam criação de Fundo de Artesanato Zo’é

Está em processo de implantação o Fundo de Artesanato Zo’é – FAZ,

Fruto de uma iniciativa do Programa Zo’é da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema/ Funai em parceria com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena- Iepé. Um dos resultados previstos no projeto “Artesanato Zo’é: saberes e tecnologias relacionando mundos”, apoiado pela Caixa Econômica Federal, o FAZ ocupará um espaço de uso coletivo no interior da Terra Indígena Zo’é, situada ao norte do Estado do Pará.

Relatório Final - FAZ_CAIXA_dez_2013-2

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Iepé assina a Carta Aberta sobre os Direitos dos Povos Indígenas

O Iepé é um dos signatários da “Carta aberta ao governo brasileiro sobre os direitos dos povos indígenas e o desenvolvimento sustentável do país, lançada durante o seminário“, lançada pelo Instituto Ethos durante a realização do Seminário “Direitos Humanos e Mecanismos de Reclamação e Diálogo”, realizado no dia 11 de junho de 2013, evento que teve como objetivo promover o debate a respeito da disponibilização de canais de diálogo e reclamação para as partes interessadas, item para a devida diligência sobre o respeito aos direitos humanos pelas empresas e também pelo Estado.

A carta foi proposta ao final da mesa redonda “Regulamentação da Convenção 169 da OIT e da Constituição Federal em Relação à Consulta a Comunidades Indígenas – Situação Atual e Desafios Futuros”, quando se debateu uma agenda positiva para a garantia dos direitos humanos dos povos indígenas, com a perspectiva da consolidação da democracia, dos direitos humanos e do caminho para o desenvolvimento sustentável. Participaram da mesa: Ailton Krenak, Juliana Miranda (Secretária Geral da Presidência da República), Antônio do Nascimento Gomes (Fíbria) e Luis Donisete Benzi Grupioni (Iepé).

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Governo reconhece primeiro Mosaico que inclui Terras Indígenas

O Mosaico do Oeste do Amapá e Norte do Pará tem extensão de mais de 12 milhões de hectares e é formado por três Terras Indígenas (TIs) e seis Unidades de Conservação (UCs). Incide parcialmente sobre 11 municípios no Amapá e cinco no Pará. Fruto de um longo processo de diálogo, mapeamento da situação local e construção de propostas e cenários futuros comuns, o Mosaico fortalece a perspectiva de um planejamento regional integrado entre Áreas Protegidas. Também é o primeiro Mosaico reconhecido incluindo Terras indígenas no Brasil. A proposta deste Mosaico resultou de um projeto desenvolvido pelo Iepé, com apoio do FNMA/MMA.

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Boas festas!!!

Iepé comemora 10 anos de atuação

Em 2012 o Iepé comemora 10 anos de sua fundação e atuação junto aos povos indígenas do Amapá e Norte do Pará. Para marcar a data foi realizado no último dia 14 de dezembro, em Macapá, um seminário sobre o tema “Patrimônios culturais indígenas no Amapá e norte do Pará” e lançou uma revista comemorativa.
Equipe

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Iepé é parceiro do Prêmio Culturas Indígenas – 4ª Edição Raoni Metuktire

Mais uma vez, o Iepé é parceiro do Prêmio Culturas Indígenas, que em sua quarta edição, homenageia Raoni Metuktire, liderança do povo Mebengokre, conhecido internacionalmente por sua luta pelos direitos dos povos indígenas e pela preservação das florestas e dos rios da Amazônia.. Criado pelo Ministério da Cultura, em 2006, em parceria com organizações da sociedade civil, o Prêmio já reconheceu 276 iniciativas de fortalecimento cultural. O Concurso fomenta iniciativas de comunidades e povos indígenas que realizam ações e trabalhos de fortalecimento de suas expressões culturais. Podem participar do edital iniciativas indígenas de valorização cultural articuladas coletivamente e aprovadas pelas comunidades e organizações indígenas. A 4ª Edição do Prêmio Culturas Indígenas premiará 100 projetos voltados para práticas que valorizem as culturas tradicionais dos povos indígenas. Serão 30 Prêmios no valor de R$ 20.000,00 e 70 Prêmios no valor de R$ 15.000,00. A organização proponente desta edição é a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPINSUL), entidade integrante da coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). O edital é realizado em parceria com a Petrobras, por meio da Lei Rouanet. O período de inscrições vai do dia 05 de novembro de 2012 a 05 de fevereiro de 2013.

O Manual de Orientações e o Formulário de Inscrição estão disponíveis no site: www.premioculturasindigenas.org.br. Maiores informações podem ser conseguidas com a equipe do Prêmio Culturas Indígenas: Telefones: (011) 3969-3558 / (011) 3938-3559, Email: premioculturasindigenas@gmail.com

Acesse aqui o Manual de Orientações do Prêmio. [3.35 Mb]

 

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