Notícias

Iepé publica livro sobre a arte cerâmica dos povos Wayana e Aparai

Fruto de um trabalho coletivo de pesquisadores indígenas, o Livro da Argila reúne saberes destes povos acerca da confecção e dos usos dos artefatos cerâmicos

Baixe o livro na íntegra na Infoteca do Iepé: http://bit.ly/livro_da_argila

O rico universo de conhecimentos, saberes e fazeres relacionados à cerâmica dos povos Wayana e Aparai, que vivem às margens do Rio Paru de Leste, extremo norte do estado do Pará, são o tema da nova publicação do Iepé, “O Livro da Argila, Ëliwë Pampila, Orino Papeh” – nas línguas wayana e aparai, respectivamente, ëliwë e orino significam “argila”, e, por extensão, a categoria cerâmica –, organizado por Iori Leonel van Velthem Linke e Lúcia Hussak van Velthem.

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Associação das Mulheres Indígenas em Mutirão realiza assembleia

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Nos dias 22 e 23 de outubro de 2016 foi realizada a IV Assembleia da Associação das Mulheres Indígenas em Mutirão – AMIM na aldeia Manga, Terra Indígena Uaçá, município do Oiapoque/AP. A assembleia contou com a participação de aproximadamente 170 mulheres das etnias Karipuna, Galibi Marworno, Palikur e Galibi Kali’na, de variadas idades e habitantes das diferentes regiões do Baixo Oiapoque. Também estiveram presentes caciques, lideranças, e representantes da FUNAI, do Iepé, da TNC e da GESCON.

As participantes reuniram-se durante esses dois dias para conversar sobre diferentes temáticas, destacando-se a participação da mulher no movimento indígena, o fortalecimento das organizações das mulheres e a importância das mulheres indígenas estarem unidas e articuladas, de mãos dadas, para conquistar seus direitos. Hoje em dia, a AMIM se destaca por ser a única associação que representa os quatro povos indígenas do Baixo Oiapoque.

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Iepé contrata consultor especializado em Letramento e Noções de Matemática para Povos Indígenas de Recente Contato

Este Termo de Referência visa à contratação de um CONSULTOR ESPECIALIZADO EM LETRAMENTO E NOÇÕES DE MATEMÁTICA PARA POVOS INDÍGENAS DE RECENTE CONTATO para executar atividades relacionadas ao projeto “Bem Viver Sustentável” financiado pelo BNDES, com recurso do Fundo Amazônia, Terra Indígena Zo’é -PA.

O Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 2002, cuja missão é contribuir para o fortalecimento cultural, político e para o desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas que vivem no Amapá e norte do Pará, proporcionando-lhes assessoria especializada e capacitação técnica diversificada, entre as quais estão gestão de projetos, valorização e gestão de patrimônios culturais, educação escolar diferenciada, educação em saúde, fortalecimento político e gestão territorial e ambiental. Sua atuação é pautada pelas demandas indígenas de formação e de capacitação, visando o fortalecimento de suas formas de gestão comunitária e coletiva. Além disso, o Iepé se dedica a monitorar as políticas públicas indigenistas e ambientais que incidem sobre estas comunidades, agindo no sentido de influenciá-las positivamente para que os direitos destas populações enquanto povos diferenciados sejam respeitados.

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Formação Indígena em Gestão Ambiental e Territorial no lado Oeste do Tumucumaque

_mg_1338Entre os dias 10 a 15 de outubro de 2016, 24 jovens dos povos Tiriyó, Katxuyana, Kahyana, Txikiyana, Okomoyana, dentre outros, representantes de 19 aldeias da Terra Indígena Parque do Tumucumaque/Oeste, participaram do I Módulo de Formação em Gestão Ambiental e Territorial, na aldeia Missão Tiriyó.

Estavam presentes Ubirajara Ke’su, presidente da Apitikatxi – Associação dos Povos Indígenas Tiriyó, Katxuyana e Txikuyana, e Ângela Kaxuyana, da Aikatuk – Associação dos Povos Indígenas Katxuyana, Tunayana e Kahuyana.

Com o objetivo de mobilizar, informar e adicionar sugestões à proposta de formação e capacitação em GATI (gestão Territorial e Ambiental), foi apresentado todo o processo que culminou na elaboração do PGTA da região. Para isso, trabalhou-se no reavivamento da memória dos trabalhos do Iepé na região desde 2007, em um longo processo que resultou no PGTA ora sendo implementado, com apoio do BNDES/Fundo Amazônia.

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Inicia a Formação Indígena em Gestão Ambiental e Territorial nas Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este – norte do Pará e Amapá

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Leste/Aldeia Bona

Aconteceu entre os dias 26 de setembro a 01 de outubro, na Terra Indígena Parque do Tumucumaque, aldeia Bona, o I Módulo de Formação Indígena em Gestão Ambiental e Territorial, componente do Projeto Bem Viver Sustentável (BNDES/Fundo Amazônia), voltado para a implementação do PGTA de ambas TIs, Tumucumaque e Rio Paru d’Este, contíguas entre si, no extremo norte do Pará. Este I Módulo contou com 36 participantes interessados em fazer parte desta formação, pertencentes a cada uma das 24 aldeias existentes na faixa leste deste complexo de TIs. Formam uma turma diversificada, composta por jovens, homens e mulheres, professores, caciques e lideranças locais, dos povos Wayana, Aparai, Wajãpi, Akuriyó, Tiriyó, Txikiyana, dentre outros.

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Depoimentos e trocas de experiências marcam o II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e Norte do Pará

Mulheres wajãpi se pronunciam no II Encontro de Mulheres do Amapá e Norte do Pará

Mulheres wajãpi se pronunciam no II Encontro de Mulheres do Amapá e Norte do Pará

Reunidas em Macapá de 18 a 20 de outubro de 2016, as mulheres indígenas do Amapá e norte do Pará, e suas convidadas de outras regiões, tiveram oportunidade de conviver e dialogar durante três dias sobre seus saberes relacionados à sua alimentação, práticas agrícolas e gestão de seus territórios. Puderam relatar sobre os desafios que encontram hoje para alcançar o que chamaram de “bem viver da mulher indígena”, falando de si mesmas, incentivando umas às outras a serem mais atuantes na vida pública e no movimento indígena, não contra, mas junto aos homens. Emocionaram-se com as histórias de vida relatadas, e orgulharam-se por aquelas que já conquistaram mais espaço, sendo ouvidas e mostrando que também estão na luta por esse bem viver, tão almejado, e que sabem ter muito em suas mãos para fazer acontecer. Como representante da COIAB, Nara Baré manifestou sua preocupação com o movimento indígena hoje, na Amazônia e no Brasil:

O movimento indígena hoje está preocupado, pois são muitos entraves e muitos direitos que foram conquistados com muito sangue, com muita luta, e isso querem tirar da gente. Se a gente tem uma vida que é digna, isso vem de várias batalhas e negociações ao longo do tempo. A gente vê a necessidade das mulheres construírem juntas. Então, temos muito a contribuir. E, hoje, a gente vê, dentro desse panorama, muitos desafios. Antes, era muito difícil ver cacique mulher, ver pajé mulher, e isso foi feito através do diálogo.

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II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e norte do Pará: Alimentação, Práticas agrícolas e Gestão Territorial

Mulheres indígenas se reúnem em Macapá

Mulheres indígenas se reúnem em Macapá

Hoje, 18 de outubro de 2016, teve início o II Encontro de Mulheres Indígenas do Amapá e Norte do Pará – Alimentação, Práticas Agrícolas e Gestão Territorial, produzido pelo Iepé, em parceria com a RCA e Funai, e contando com o apoio da Fundação Moore, Rainforest Foundation e Embaixada da Noruega. Mais de 50 mulheres estão presentes, representando a grande sociodiversidade da região: do Oiapoque, vieram Galibi, Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur; do Tumucumaque, Wayana, Aparai, Tiriyó, Katxuyana e Txikyana; também participam as mulheres Wajãpi, a representante da COIAB Nara Baré e representante da Aikatuk e FEPIPA, Angela Kaxuyana, e Marluce Mura (AMIRMO), além de várias convidadas da RCA, vindas do Acre (Francisca Arara e Edileuda Shanenawa, da OPIAC), do Amazonas (Almerinda Lima e Adelina Dessana – FOIRN, e Cleide e Luzinda Mayuruna – OGM), de Roraima (Lucila Souza e Lucimeiry Silva – CIR) e do Xingu (Kuiaiú Yawalapiti – Associação Yamurikumã das Mulheres do Xingu). São parteiras, professoras, lideranças, cacicas, pesquisadoras, agentes de saúde, agentes socioambientais, mas, sobretudo, mulheres indígenas, preocupadas com seu papel no dia-a-dia de suas aldeias.

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Iepé assina carta de apoio aos Guarani Kaiowá do Tekohá Apikaí

Despejo é genocídio: em defesa dos Guarani e Kaiowá do Apyka’i

No Mato Grosso do Sul, no meio de uma plantação de cana, vive um grupo de famílias Guarani e Kaiowá. Para eles, aquela terra se chama Apyka’i, e é onde estão enterrados os seus antepassados. E eles estão ameaçados de despejo.    É ao lado dessas pessoas que nos posicionamos nesta carta, contra a recente decisão de reintegração de posse da área em favor de uma vasta plantação de cana, arrendada pela Usina São Fernando. A usina, localizada no município de Dourados (MS) ­ pertence a José Carlos Bumlai, empresário e pecuarista preso pela Operação Lava Jato ­, incide sobre o território indígena.

Apyka’i é um exemplo grave do genocídio praticado contra os indígenas no estado. Lá, eles bebem água em um córrego envenenado pelas plantações de cana ­ uma senhora morreu de envenenamento ali. Outras oito pessoas foram atropeladas às margens da rodovia, por onde os indígenas acessam a cidade. Outras três se suicidaram, no contexto da falta absoluta de terra. A morte é muito presente no Apyka’i ­ logo que se entra no acampamento, é possível avistar dois cemitérios. Desfavorecidos pela paralisação das demarcações das terras indígenas, sofrendo   regularmente tentativas de reintegração de posse, ameaças de morte, ataques, incêndios criminosos, suicídios, ausência total de acesso a saúde e educação, ataques químicos com agrotóxico por aviões, atropelamentos e racismo.

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Iepé tem nova diretoria

Nos dias 11 e 12 de junho de 2014, em São Paulo, realizou-se a Assembleia Ordinária de Sócios do Iepé, quando foi eleito o novo Conselho Diretor da instituição, para o período 2014-2017. A cientista social Bernadette Franceschini foi eleita presidente do Iepé, e as antropólogas Lucia Hussak van Velthem e Dominique T. Gallois para os cargos de secretária e tesoureira, respectivamente.

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Iepé e Funai apóiam criação de Fundo de Artesanato Zo’é

Está em processo de implantação o Fundo de Artesanato Zo’é – FAZ,

Fruto de uma iniciativa do Programa Zo’é da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema/ Funai em parceria com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena- Iepé. Um dos resultados previstos no projeto “Artesanato Zo’é: saberes e tecnologias relacionando mundos”, apoiado pela Caixa Econômica Federal, o FAZ ocupará um espaço de uso coletivo no interior da Terra Indígena Zo’é, situada ao norte do Estado do Pará.

Relatório Final - FAZ_CAIXA_dez_2013-2

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