Wajãpi

Os Wajãpi que vivem na Terra Indígena Wajãpi e somam mais de 1000 pessoas, distribuídas em 49 pequenas aldeias. Identificada no final dos anos 70, a TI teve seus limites identificados no final dos anos 70 e, na década seguinte, foi delimitada formalmente, tendo sofrido sucessivas tentativas de redução. Seus atuais limites foram demarcados e homologados apenas em 1996.  Os trabalhos de demarcação física foram realizados com a participação dos Wajãpi, em uma iniciativa pioneira apoiada pela Funai, pela Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI).

Festa Wajãpi

Festa do Pacu Açu (foto: Mário Vilela/FUNAI)

Os Wajãpi vivem da agricultura, da caça, da pesca e da coleta, mudando periodicamente a localização de suas aldeias para permitir a recuperação ambiental das áreas ocupadas. O acesso às aldeias se dá pela BR 210, pelos rios e por trilhas abertas no meio da floresta. As famílias adquirem instrumentos de trabalho e diversas mercadorias industrializadas com a renda dos aposentados e dos agentes comunitários contratados pelo governo. Entre estes, há professores indígenas, agentes de saúde e agentes de saneamento. Os Wajãpi falam uma língua tupi-guarani e, em sua maioria, também falam e entendem português. Em 2001 os Wajãpi tiveram sua arte gráfica kusiwa registrada pelo IPHAN e em 2003 suas expressões gráficas e orais foram  reconhecidas pela Unesco como patrimônio imaterial da humanidade.

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