Iepé apóia a 2ª Expedição de Diagnóstico Socioambiental do PDPI_Apitikatxi – Rio Paru d’ Este (TIs Parque do Tumucumaque e Paru d’Este)

De 11 a 26 de agosto foi realizada a 2ª Expedição Diagnóstica do PDPI_Apitikatxi na TI Paru d’Este e faixa Leste da TI Parque do Tumucumaque, que integra o Projeto financiado pelo PDPI/MMA “Construindo nossos PGTAs: mobilização e diagnóstico socioambiental nas TIs Parque do Tumucumaque, Paru d’Este, Trombetas/Mapuera e Nhamundá/Mapuera”. Esse projeto tem a APITIKATXI (Associação dos Povos Tiriyó, Kaxuyana e Txikiyana) como proponente, dentro de uma parceria com as demais Associações representativas dessas TIs (APIWA/Associação dos Povos Wayana e Aparai; APIM/Associação dos Povos Indígenas do Mapuera; APITIMA/Associação dos Povos Indígenas da TI Mapuera; CGPH/Conselho Geral dos Povos Hixkariyana e APIW/Associação dos Povos Wawai.

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O Iepé (Instituto de Pesquisa e Formação Indígena), com apoio da Fundação Moore, e a FUNAI também é parceiro na execução deste projeto, juntamente com as Associações Indígenas envolvidas. Foram três semanas divididas em três oficinas: a primeira, de 11 a 16 de agosto foi realizada na aldeia Xuixuimene, reunindo em torno de 30 pessoas dentre lideranças e moradores das aldeias de Kurupoimohpano, Jorokomã, Ananapiare, Kurimurihpano, Pururé, Itapeky e Parapará. A equipe que conduziu as atividades dessa oficina foi composta por Iori linke (FPEC/FUNAI- STM), Amiakaré Apalaí (CTL/FUNAI-AP), Andréia Vaz (Iepé), Kutanã Wajãpi Waiana (APIWA) e Ariné Apalai (APIWA/ SEPI).

De 17 a 22 de agosto a expedição diagnóstica teve continuidade na aldeia Matawaré no rio Paru d’Este, conduzida por Evandro Bernardi (Iepé), Iori Linke (FPEC Funai/Santarém) e Fábio Amiakaré Apalai (CTL Funai/Macapá). Participaram da mesma os caciques e lideranças das aldeias Manau, Yaherai e Cachoeirinha.

De 23 a 26 de agosto, a 3ª oficina dessa expedição teve lugar na aldeia Bona, reunindo lideranças das aldeias Iriwa, Maxipurimo, Murei, Bona, kapuimene, Aramapuku, Arawaka, Tapauku e Xitaré. Em média participaram 50 pessoas incluindo os caciques dessas aldeias, professores indígenas, Agentes Indígenas de Saúde, pesquisadores, estudantes e mulheres. Todos que se fizeram presentes contribuíram para que os levantamentos e mapeamentos fossem realizados com empenho e concluídos com êxito.

As atividades diagnósticas se concentraram na elaboração de mapeamentos participativos (croquis de aldeias e mapas de paisagens) levantamento de informações sobre uso e localização de recursos e entrevistas sobre o histórico de ocupação das aldeias. Informações sobre a PNGATI e sobre a elaboração dos planos de gestão das terras indígenas foram apresentadas e discutidas junto com as lideranças e participantes das oficinas. As discussões, a partir das informações sobre a PNGATI e sobre a elaboração dos Planos de Gestão em TIs se tornaram bastante profícuas à medida que os caciques, as lideranças e os demais participantes da oficina começaram a compreender em que consiste esta Política Nacional de Gestão e a importância da participação das comunidades na formulação dos Planos de Gestão das TIs.

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