Programa Wajãpi

O Programa Wajãpi é o mais antigo, e mesmo anterior à fundação do Iepé. As atividades junto a este povo se iniciaram em 1992, no âmbito do Centro de Trabalho Indigenista – CTI. Foi no bojo do processo de demarcação física da TI, que o Programa apoiou a formação do Conselho das Aldeias Wajãpi – Apina, constituído pelos chefes de todos os grupos locais que atualmente convivem na Terra Indígena Wajãpi.

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Festa do Pacu Açu (foto:Mário Vilela/FUNAI)

Ao longo de sua existência, destacam-se as ações em prol da demarcação e permanente fiscalização da Terra Indígena Wajãpi, a formação de professores, pesquisadores e agentes de saúde indígenas, o fortalecimento político e gestão de associações, além de iniciativas de discussão sobre gestão ambiental e territorial, fator decisivo para a manutenção de sua qualidade de vida e para a conservação ambiental de seu território. Os Wajãpi tiveram sua arte gráfica e saberes orais registrados como Patrimônio Cultural lmaterial do Brasil, em 2002, e proclamados como Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2003. Este reconhecimento serviu como incentivo a mais para realizar atividades que visam fortalecer, valorizar e difundir seus conhecimentos e práticas tradicionais. Em 2009, foi concluída a construção de um Centro de Formação e Documentação Wajãpi, dentro da Terra Indígena Wajãpi, destinado a apoiar as atividades do Plano de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Wajãpi, bem como para a realização de cursos, oficinas, reuniões, assembleias e abrigo de toda a documentação produzida pelos e sobre os Wajãpi. Além do Apina, o Programa Wajãpi atua junto à Associação Wajãpi Ambiente, Terra e Cultura- AWATAC, criada em 2010.

Nós caciques primeiro falamos com o Iepé, aí o Iepé faz o que a gente precisa. O Iepé não decide sozinho não. Primeiro nós caciques chamamos o Iepé pra fazer reunião, pra escutar o que nós queremos. Quando os caciques Wajãpi querem o trabalho do Iepé, o Iepé vai na aldeia e faz reunião para escutar a comunidade. O governo tem que reconhecer o trabalho do Iepé, tem que reconhecer a formação que o Iepé faz de professor, pesquisador e agente de saúde. Assim o trabalho do Iepé vai melhorar muito.

Kasiripina Wajãpi, chefe de aldeia

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