Programa Oiapoque

O trabalho do Iepé junto aos povos indígenas do Oiapoque teve início de forma mais sistemática a partir de 2008, por meio de atividades de formação de pesquisadores, promoção e valorização das formas de expressão e dos conhecimentos tradicionais e, posteriormente, gestão territorial e ambiental e fortalecimento das instâncias de representação política. A atuação do programa Oiapoque se ancora em uma ampla rede de parceiros institucionais, entre organizações indígenas, ONGs e órgãos governamentais. Como resultados destas ações conjuntas destacam-se a realização de um Plano de Vida, fruto de um profundo processo de reflexão e discussão sobre estratégias a adotar a fim de garantir qualidade de vida no futuro, e que, desde sua elaboração, orienta os projetos e atividades atualmente em curso, principalmente aquelas voltadas para a gestão territorial e ambiental. Este Plano de Vida originou também o Programa de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas de Oiapoque, construído em 2010, e atualmente em consolidação por meio de projetos de manejo e uso sustentável dos recursos naturais, controle territorial e educação para a gestão ambiental.

Ritual do Turé

Ritual do Turé – Aldeia Manga (foto:Mário Vilela/FUNAI)

Entre setembro e novembro de 2008, os povos indígenas do Oiapoque passaram a discutir a criação do Plano de Vida dos Povos Indígenas do Oiapoque, em cinco grandes oficinas. O Iepé nos apoiou, tanto na coordenação das atividades, quanto organizando os relatórios das oficinas. Simultaneamente o Iepé passou a dar apoio ao Comitê Gestor do Programa Indígena da BR 156 – COGEPI, criado em agosto de 2008. O Iepé intensificou as atividades nas Terras Indígenas do Oiapoque, se fazendo presente nas reuniões com autoridades no Estado do Amapá, assessorando as lideranças indígenas em diversas reuniões para tratar dos impactos causados pela passagem do asfaltamento da BR 156, atuando em defesa dos projetos de compensação e mitigação.

Domingos Santa Rosa, Coordenador do COGEPI

O Iepé sempre esteve presente no Museu Kuahí, e também no movimento indígena. Para o Museu é de suma importância essa parceria. Passamos por muitas dificuldades e só não sentimos mais por conta da presença do Iepé. Se temos oficinas, treinamentos, cursos de capacitação, é porque o Iepé está à frente e sabe da importância e necessidade de que o Museu possua um quadro de profissionais de alta qualidade e que possa atender as expectativas do público visitante. As oficinas do Iepé nos ajudam a trabalhar melhor com o nosso povo, e também nos ajudam a disseminar nossa cultura para outros povos. O Iepé é mais que parceiro, é amigo da gente.

Márcia Maria dos Santos Oliveira, subgerente do Museu Kuahí

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