Articulação Regional

A articulação Regional e Transfronteiriça no Iepé envolve uma atuação essencialmente transversal, que perpassa todos os demais programas, realizando atividades com as comunidades contempladas pelos três programas locais.

Encontro Transfronteiriço

3º Transfronteiriço – Galibi/Suriname – 2010 (foto: Milton Khan)

O Programa trabalha em duas linhas. A primeira focaliza a escala regional e concentra suas atividades na implementação do Mosaico de Áreas Protegidas da Oeste do Amapá e Norte do Pará, um instrumento que propõe uma gestão integrada e participativa do território, com protagonismo de representantes de órgãos governamentais, não governamentais e de associações representativas dos povos indígenas, extrativistas e de pequenos agricultores. Estes representantes se reúnem periodicamente em um Conselho Consultivo para discutir os problemas e estratégias que permitam viabilizar a conservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida das populações que residem na região.

A segunda linha envolve ações transfronteiriças que contemplam as organizações parceiras e comunidades indígenas do Amapá, do Norte do Pará, da Guiana Francesa e do Suriname. A articulação transfronteiriça visa fortalecer os laços entres os povos indígenas desta região, para que possam conhecer as realidades, identificar os problemas socioambientais comuns e propor alternativas que favoreçam iniciativas de desenvolvimento sustentável na faixa transfronteiriça. Cinco Encontros Transfronteiriços realizados nos últimos anos já reuniram centenas de representantes indígenas dos três países, que puderam se encontrar e discutir temas como direitos territoriais, governança política, educação, valorização cultural e problemas sociais, dentre outros.

Articulação transfronteiriça dos Povos Indígenas:
Brasil, Guiana Francesa e Suriname
Encontros Transfronteiriços:

1 Novembro de 2008
em Macapá (Brasil)
com 50 participantes.


2 Dezembro de 2009
em Saint-Georges de l’Oyapock (Guiana Francesa)
com 170 participantes.


3 Novembro de 2010
em Galibi (Suriname)
com 100 participantes.


4 Dezembro de 2011
em Oiapoque (Brasil)
com 160 participantes.


5 Novembro de 2012
em Galibi (Suriname)
com 120 participantes.

É importante os encontros transfronteiriços para mostrar a nossa luta pelos nossos direitos. Os não-índios estão dominando nossa língua e nossa cultura e por isso precisamos nos unir mais. Nós temos que apoiar a luta pelos direitos dos povos indígenas no Suriname e na Guiana Francesa. Eles estão sofrendo, porque não tem direito à terra reconhecido. Se conhecermos os problemas, podemos nos unir mais.

Jawaruwa Wajãpi, presidente do Apina

Login Form