Iepé é o termo tradicionamente utilizado pelos grupos indígenas das Guianas para designar o amigo e parceiro de troca nas complexas redes de intercâmbio que esses grupos mantêm entre si.

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Formação de Pesquisadores Indígenas é apresentada em debate no Rio de Janeiro Imprimir E-mail


No último dia 23 de julho, o secretário-executivo do Iepé, Luís Donisete Benzi Grupioni, apresentou a experiência do Iepé na formação de pesquisadores indígenas no Amapá e norte do Pará, no debate sobre políticas culturais para os povos indígenas, realizado no Museu do Índio – Funai, no Rio de Janeiro. O debate integrou as atividades do curso de extensão “Dimensões das Culturas Indígenas”, em sua oitava edição, promovido anualmente pelo Museu do Índio. Também participaram do debate a Diretora do Patrimônio Imaterial do IPHAN, Márcia Sant’anna, a Assessora da Secretaria de Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura, Luciene Ferreira, e o Diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho.

Luís Donisete situou as ações do Iepé de gestão e valorização de patrimônios culturais indígenas no âmbito das mudanças ocorridas nos últimos anos na legislação nacional em relação aos povos indígenas e nas políticas públicas voltadas à promoção das culturas indígenas. E apresentou a experiência do Iepé na formação de pesquisadores indígenas por meio de três programas desenvolvidos pelo Iepé na região do Amapá e norte do Pará: o programa de formação de professores-pesquisadores Tiriyó e Kaxuyana, o programa de formação de pesquisadores Wajãpi, e as ações de formação dos pesquisadores indígenas que integram o corpo técnico do Museu Kuahí, no Oiapoque. Oficinas, cursos, seminários, pesquisas individuais e coletivas, organização de publicações e preparação de exposições integram os programas de formação de pesquisadores indígenas do Iepé, que têm propiciado momentos importantes de reflexão sobre patrimônios culturais indígenas da região.

 

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Última atualização em Qui, 29 de Julho de 2010 11:17
 
Exposição Tiriyó e Kaxuyana Imprimir E-mail

O Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e o Museu do Índio-Funai convidam para a Exposição Etnográfica “Tecendo a Arte, Tecendo a Vida”, com abertura no próximo dia 01 de agosto, em Belém, Pará.

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Exposição etnográfica
TECENDO A ARTE, TECENDO A VIDA

O Iepé e o Museu do Índio-Funai inauguram no dia 01 de agosto, na Universidade Federal do Pará, a exposição “Tecendo a arte, tecendo a vida: mulheres Tiriyó e Kaxuyana”, com curadoria de Denise Fajardo Grupioni e Luís Donisete B. Grupioni e cenografia de Simone Melo.

Para as mulheres tiriyó e kaxuyana a vida é feita de fios: fios de algodão com que tecem suas peças e fios vitais, como o sangue, com que tecem suas vidas. Nesta simbólica em que tecer é dar vida, em que um tear é como uma aldeia, em que se tecem relações entre coisas e pessoas, a arte da tecelagem imita a arte da socialidade.

Cotidianamente e por gerações, das mais jovens às mais idosas, as mulheres tiriyó e kaxuyana confeccionam, com extrema habilidade, colares, pulseiras, tangas femininas e cinturões masculinos, para uso próprio e de seus familiares. Neste universo, em que se tece pelo prazer de tecer, emerge um rico repertório de padrões gráficos, aplicados à tecelagem, aos objetos e aos corpos.

Esse é o tema desta exposição que retrata a arte da tecelagem com algodão, sementes e miçangas das mulheres tiriyó e kaxuyana, que vivem na faixa oeste da Terra Indígena Parque do Tumucumaque, no Pará. A exposição compõe-se de painéis fotográficos e peças etnográficas que resultam de um programa de valorização cultural em curso desde 2006 entre mulheres de 12 a 80 anos, de mais de 20 aldeias, e foi especialmente concebida para integrar a programação da 27ª. Reunião Brasileira de Antropologia.

Esta exposição, que ficará aberta ao público de 01 a 15 de agosto na Capela Ecumênica da Universidade Federal do Pará, integra as ações do Programa de Valorização e Gestão de Patrimônios Culturais Indígenas do Tumucumaque, desenvolvido pelo Iepé com apoio da Embaixada da Noruega, Iphan, Museu do Índio, Coordenação Regional da Funai em Macapá, Petrobras e Rainforest Foundation.


Última atualização em Qui, 29 de Julho de 2010 10:47
 
Wajãpi vão para Alemanha em busca de apoio para formação de AIS Imprimir E-mail

Waiwai Wajãpi e Patena Wajãpi, cacique e agente de saúde respectivamente, viajaram pela Alemanha no período de 6 a 21 de junho, acompanhados por Simone Ribeiro, coordenadora do Programa Wajãpi – Iepé. A viagem foi um convite da organização-não governamental Poema Alemanha, que já apóia a formação de agentes de saúde Wajãpi desde 2006, e teve o objetivo de buscar novas parcerias para ampliar esta formação. O roteiro da viagem - elaborado por Gerd Rathgeb e Johann Graf (presidente e vice do Poema, respectivamente) - constou de visitas a várias cidades do sul da Alemanha. Os Wajãpi visitaram agências financiadoras governamentais e não- governamentais, instituições culturais e ambientais, escolas, universidades, hospitais e tiveram encontros com autoridades políticas.

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Nestes eventos, após a exibição do filme “Nossa Vida” produzido pelos estudantes alemães Alexander Scheiter e Michael Vieweg - mostrando partes do curso de formação e atividades cotidianas das aldeias - os Wajãpi realizaram reuniões e palestras explicativas sobre a situação do atendimento à saúde indígena nas aldeias, a necessidade de formação de agentes indígenas para o fortalecimento da autonomia do povo Wajãpi e a necessidade de apoio para incrementar os cursos de formação de agentes de saúde.

Entre as visitas, destacaram-se como potenciais parceiros as seguintes organizações que já apóiam projetos desta ordem: SEZ – Fundação Baden-Wüttenberg de Coorperação e Desenvolvimento; organização Médico Internacional de Frankfurt; Sociedade pelos Povos Ameaçados Bedrohte Völker, entre outros. Teve ainda o comprometimento da deputada federal Heike Hänsel (do Partido de Esquerda) e do prefeito do município de Tübingen, Boris Palmer (do Partido Verde) em buscar apoio para os Wajãpi. Fizeram parte deste roteiro também as escolas parceiras que contribuem já para os projetos do Poema. Os Wajãpi visitaram, ainda, reservas da floresta temperada; sistemas de criação de caça para repovoamento e lojas de comércio justo (fair trade); além de participarem de apresentações musicais que tiveram suas bilheterias revertidas para o fundo de apoio do Poema aos Wajãpi.

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A organização Médico Internacional, com sede em Frankfurt, acenou positivamente com um apoio imediato para o próximo curso de formação. Se o resultado for satisfatório para ambas as partes, a Médico Internacional continuará o apoio dos próximos cursos até se consolidar uma parceria com o Apina e Iepé a longo prazo. Na avaliação do Iepé e do Poema, esta parceria tem grandes chances de se consolidar. Atualmente, o Poema (www.poema-deutschland.de) é a única organização que apóia a formação dos Wajãpi. Além deste grupo, o Poema apóia ainda 4 comunidades do estado do Pará, região do Rio Tapajós, em projetos de captação de água e geração de energia elétrica através de sistema solar.

A Médico Internacional (www.medico.de) já atuou no Brasil apoiando a formação de agentes comunitários de saúde do Movimento Sem-Terra (MST) e capacitação de parteiras em parceria com a União das Nações Indígenas (UNI) do Acre, além de outros trabalhos pontuais. A cada visita e evento, os Wajãpi concederam entrevistas às imprensas locais. Para ler uma das matérias sobre a visita dos Wajãpi na Alemanha, clique no link abaixo:

http://www.neckar-chronik.de/Home/nachrichten/nachrichten-rottenburg_artikel,-Indianer-aus-Brasilien-erkundeten-den-deutschen-Wald-_arid,103413.html

Última atualização em Ter, 13 de Julho de 2010 12:40
 
Oficina de Gestão Ambiental Participativa Imprimir E-mail

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Entre os dias 10 e 11 de fevereiro de 2010, o Iepé realizou a “Oficina Ambiental Participativa e Integrada” reunindo representantes Wajãpi, da Terra Indígena Wajãpi e representantes extrativistas das comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, na Estação Ecológica do Jari, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Oficina conjunta entre Wajãpi e Extrativistas contou com a participação de 12 Wajãpi e 7 extrativistas, de representantes das Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Amapá (SEMA), da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Laranjal do Jari, da equipe do ICMBio e do Iepé. Os principais pontos de discussão foram questão fundiária no entorna da RDS Iratapuru e Terra Indígena Wajãpi; vigilância e fiscalização conjunta; possibilidades de conclusão da Casa da Amizade; maior troca de informações entre os dois grupos; futura construção da Usina Hidroelétrica de Santo Antonio do Jari (UHESAJ) e os conseqüentes impactos ambientais nas comunidades e nas áreas de extração da Castanha dentro e no entorno da RDS Iratapuru. Esta oficina integra o Projeto “Capacitação Comunitária: uma proposta de integração entre extrativistas e índios Wajãpi” desenvolvida pelo Iepé em parceria com a IUCN (The World Conservation Union da Holanda).

Este projeto objetiva promover uma maior integração entre extrativistas e Wajãpi, por meio da construção de propostas de atuação conjuntas e de capacitação em gestão ambiental participativa. Durante a oficina, castanheiros e Wajãpi elaboraram documentos conjuntos sobre a regularização fundiária da RDS e sobre a formação de agentes ambientais.

Última atualização em Ter, 29 de Junho de 2010 11:38
 
Iepé participa do Colegiado de Culturas Indígenas do MinC Imprimir E-mail

Entre os dias 31 de maio e 01 de junho de 2010, reuniu-se, em Brasília, o Colegiado Setorial de Culturas Indígenas, que integra a estrutura do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do Ministério da Cultura. O Colegiado Setorial de Culturas Indígenas é constituído por 20 membros, sendo 10 representantes indígenas, 5 representantes da sociedade civil (mediadores culturais) e 5 representantes do governo. Esses representantes foram eleitos durante a Pré-Conferência Setorial de Culturas Indígenas, realizada em fevereiro em Brasília. Luís Donisete Benzi Grupioni, secretário-executivo do Iepé, é representante titular nesse colegiado, tendo sido eleito para uma das cadeiras destinadas à sociedade civil. Sérgio Santos, Galibi-Marworno e diretor do Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque, é representante indígena suplente no Colegiado. Nesta segunda reunião do colegiado indígena, Sérgio Santos foi eleito representante suplente do Colegiado no CNPC, ao lado de Dora Pankararu, de São Paulo, eleita representante titular.

Além da eleição dos representantes do Colegiado Setorial de Culturas Indígenas no CNPC, foram eleitos representantes para o Fundo Setorial de Diversidade, que está sendo implantado pelo MinC. Nesta reunião, também foi debatido o documento preliminar para a definição de uma política nacional de culturas indígenas, que incorpora sugestões e propostas aprovadas durante a I e II Conferência Nacional de Cultura, além de outros documentos produzidos no âmbito do MinC. Espera-se que até o final deste ano o documento esteja consolidado e passe a orientar a atuação do MinC em relação aos povos indígenas.


Última atualização em Seg, 14 de Junho de 2010 09:46
 
Representantes Tiriyó e Kaxuyana realizam intercâmbio ao Parque Indígena do Xingu Imprimir E-mail

Entre os dias 26 de Abril e 8 de Maio foi realizado um intercâmbio de representantes Tiriyó e Kaxuyana, que vivem no Parque Indígena do Tumucumaque (norte do Pará) ao Parque Indígena do Xingu (Mato Grosso), parte do projeto de ATER Indígena, desenvolvido pelo Iepé e  financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Participaram do intercâmbio o cacique da aldeia Pedra da Onça, Aretina Tiriyó, o cacique do Tuhaneto, Davi Kaxuyana, o cacique do Omentanimpo, Sebastião Kaxuyana e o tesoureiro da Apitikatxi, Koneto Tiriyo, acompanhados pelo coordenador do projeto, Décio Yokota do Iepé, pelo técnico ambiental Osvaldo Souza e pelo assessor indígena Ianukulá Suiá Kaiabi. O itinerário do intercâmbio foi elaborado por Ianukulá e Osvaldo e incluíram a visita aos Kinsedje, Kaiabi, Ikpeng, Yawalapiti, Kalapalo e Waurá, em 8 aldeias e 3 Postos Indígenas do Baixo, Médio e Alto Xingu. Foram mais de 3400 quilômetros saindo da Missão Tiriyó, no Parque Indígena do Tumucumaque - PIT, divisa com o Suriname, até a cidade de Canarana, no Mato Grosso, para depois percorrer outros mil quilômetros entre estradas e rios a partir de Canarana-MT, rumo ao interior do Parque do Xingu.

O objetivo do intercâmbio foi possibilitar aos Tiriyó e Kaxuyana conhecer o relacionamento de outros povos indígenas com o cerrado. No Parque Indígena do Tumucumaque, onde vivem esses representantes indígenas, há uma vasta região de cerrado, com cerca de 550 mil hectares. Por se tratar de um ecossistema isolado, no cerrado do Tumucumaque não estão presentes espécies emblemáticas dos cerrados do Brasil Central, como o Pequi, o Baru e a Mangaba.

No percurso ao Parque Indígena do Xingu - PIX, os participantes ficaram impressionados com a devastação do entorno, causado principalmente pelas imensas plantações de soja que vão até o limite do PIX. Os contrastes entre os dois parques começam no tamanho, o PIT (4,2 milhões de ha) é 1,5 vezes maior que o PIX (2,8 milhões de ha), mas é no entorno onde as diferenças são mais chocantes: enquanto o acesso ao PIT só é possível por via aérea, não faltam estradas e rios que dão acesso ao interior do Xingu. Em contraste com as fazendas, assentamentos e cidades que encontramos no entorno do Xingu, no PIT não existe população de não-índios no entorno. Além do Suriname, o entorno do PIT é todo formado por unidades de conservação de proteção integral.

Vimos uma destruição muito grande em volta da TI, de fazendeiros, de soja. Agora na nossa área não entra ninguém. Estamos isolados, mas não é porque estamos isolados que estamos abandonados, nós estamos é protegidos. Porque o que vimos de destruição é muita tristeza.” Sebastião Kaxuyana.

Descobertas: pequi, buriti, sapé...

O intercâmbio proporcionou aos Tiriyó e Kaxuyana seu primeiro contato com o  pequi. Apesar de acostumados com o pequiá da floresta de sua região, não existe pequi no cerrado do PIT. O fato do pequi do Xingu ser muito maior e mais produtivo que o pequi nativo do cerrado é prova do processo de domesticação que tem sido feita pelos índios da região há muito tempo. Apesar de estarmos fora da época do pequi, pudemos provar o mingau de pequi feito com a massa que se conserva dentro do igarapé e levar alguns pequis que estavam produzindo fora de época.

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Primeiro contato com o Pequi do Xingu

Mesmo depois da safra, eles nos mostraram como eles conservam o pequi por até um ano dentro do igarapé. Até chegar a nova safra eles ficam comendo desse pequi conservado dentro da água.” Davi Kaxuyana.

Outro ponto bastante destacado pelos participantes foi ter aprendido como utilizar o buriti e o sapé como cobertura para casas.

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Aretina Tiriyó aprendendo a trançar palhas de buriti nos Kinsedje

O sapé, a gente não dava valor. Agora que eu vi com meus próprios olhos as casas feitas de sapé, eu também estou dando valor ao sapé. Fiquei muito interessado em levar esse conhecimento pra minha aldeia, Pedra da Onça, porque lá tem muito sapé. Também fiquei muito interessado em ver as casas feitas de buriti. Eu até pude subir com eles na casa e ajudar a tecer algumas palhas. Eu pensei, estou perdendo uma riqueza, porque lá na minha aldeia tem muito buriti. Eu já tinha tentando fazer uma casa dessa palha, mas não deu certo. Lá eu pude ver que não foi do jeito que eu fiz e eu vou poder valorizar essa palha também.” Aretina Tiriyó.

Com os povos visitados no alto Xingu, Yawalapiti, Kalapalo e Waurá, os participantes puderem conhecer outras técnicas de plantio de mandioca, sua principal cultura.

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Aprendo técnicas de plantio de mandioca nos Waurá

Eles mostraram o modelo deles do jeito de plantar, eles mostraram um segredo pra nós que não pode começar a cavar a cova de costas pro nascer do sol, tem que ficar de frente do nascer do sol. Porque se não plantar assim, pode vir um pé de vento e derrubar o pé de mandioca. Porque essa é a direção do vento lá na aldeia deles. Isso é muito importante pra mim porque perco muito pé que deita com o vento e depois tem que ter o trabalho de jogar terra na raiz de novo, mesmo assim não fica bom.” Aretina Tiriyó

A estrutura de atendimento dos convênios de saúde também deixaram uma forte impressão nos participantes.

O atendimento à saúde deles é bem organizado, tem até internet lá, coisas que não existe para nós. Os funcionários são todos índios. Eles mesmos dizem que não aceitam branco trabalhar lá dentro se não for médico ou enfermeira. Eles mesmos são formados para trabalhar pra eles. Até técnico de saúde indígena dentista eles têm. Foi tudo novidade. Em todas as aldeias que fomos tinha água encanada, em todos os pólos base tinha internet. Médico vai lá e passa um mês lá com eles. E nós? Médico nem pisa na nossa terra.” Sebastião Kaxuyana.

Assim como as sementes de pequi doados pelos Kalapalo e Waurá, os participantes esperam levar essas experiências para suas comunidades, reproduzindo um pouco do que viram no Xingu.

A realização deste intercâmbio integra um conjunto de atividades que o Iepé está desenvolvendo junto aos Tiriyó e Kaxuyana do Parque Indígena do Tumucumaque, apoiando o uso mais racional de suas áreas de cerrado e o fortalecimento de suas roças de subsistência.

Decio Yokota.

 

Última atualização em Qui, 27 de Maio de 2010 11:28
 
Wajãpi visitam experiências de criação de animais silvestres Imprimir E-mail

Entre os dias 18 e 26 de abril de 2010, um grupo de quatro Wajãpi, com apoio do Iepé, esteve na cidade de Belém, Pará, para conhecer experiências de criação de animais silvestres. A viagem de intercâmbio integra o projeto “Apoio a experiências indígenas em gestão territorial e ambiental no Amapá e Norte do Pará”, desenvolvido pelo Iepé com apoio técnico-financeiro do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

Neste intercâmbio, Jakyri Wajãpi, Sava Wajãpi, Marãte Wajãpi e Nazaré Wajãpi, realizaram visitas supervisionadas em diferentes recintos para a apreciação de criações em cativeiro de diversos animais silvestres e puderam estabelecer contato com vários especialistas, aprendendo técnicas e cuidados necessários ao sucesso de experiências de criação de animais.

Visitas guiadas - No Museu Paraense Emílio Goeldi, com a supervisão do veterinário Messias Costa, foram visitados os recintos dos animais criados no Parque Zoobotânico, e realizado o acompanhamento do trabalho de limpeza e alimentação dos animais. Lá, os Wajãpi puderam observar a prática de criação de cutias e os procedimentos de captura, sedação, exame e soltura.

Criatórios extensivos foram observados no Tenoné: os Wajãpi puderam conhecer aspectos práticos da criação de queixadas, caititus, antas, capivaras, jacarés, aves, quatis e jabutis. No Jardim Zoobotânico da Amazônia – Bosque Rodrigues Alves, a floresta primária foi observada, assim como a fauna livre, peixe-boi e tucunarés. O grupo visitou ainda o Parque Ambiental Mangal das Garças, sendo guiados pelo biólogo Igor Seligmann, onde puderam observar aves livres e outras criadas em grandes viveiros. Na UFPA, o grupo foi recebido pela professora Diva Guimarães que apresentou técnicas para identificar e marcar animais e criações de pacas e cutias em recintos pequenos. A alimentação balanceada e possíveis complementos vitamínicos também foram tema desta visita.

Na Embrapa, Natália de Albuquerque apresentou o criatório de caititus. Os Wajãpi puderam observar os cuidados com segurança do criatório deste órgão que, além tela e mureta, contam com uma vala preenchida por pedra e cascalho, que impede a fuga, e a entrada indesejada de outros bichos nos recintos. Ainda na Embrapa, foi realizada visita na criação de abelhas sem ferrão.

De volta a Macapá, os Wajãpi irão apresentar o que viram e o que aprenderam em reuniões comunitárias. Os Wajãpi pretendem iniciar uma experiência de criação de animais silvestres em sua terra indígena, ainda este ano.

 

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Última atualização em Seg, 24 de Maio de 2010 14:24
 
Exposição Transfronteiriça Imprimir E-mail

O Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e o Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque convidam para a Exposição Transfronteiriça “Memória e Identidade dos Kali’na Tïlewuyu”, composta pelas mostras “Eles Partiram para o País dos Brancos - 1882 e 1892” e “Os Galibi Kali’na Tïlewuyu do Brasil - 1950-2010”, com abertura no próximo dia 19 de abril, em Oiapoque, Amapá.

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A exposição “Eles partiram para o País do Brancos - 1882 e 1892” retrata a história de um grupo de índios Galibi-Kali´na que no final do século XIX, em 1882, 1883 e 1892, foram levados à França e Holanda para serem expostos nas grandes exposições da época, como representantes dos povos “selvagens” do Novo Mundo. De acordo com as idéias evolucionistas da época, representavam os primitivos da humanidade. Em Paris, no Jardin d´Acclimatation os índios tinham um lugar para desenvolver suas atividades de produção de artesanato e mostrar suas danças e músicas frente a numerosos visitantes curiosos que desfilavam naquele espaço. Devido às circunstâncias adversas, alguns índios Galibi ficaram doentes e nunca voltaram à Guiana Francesa. Na França, este episódio foi fotografado e registrado pelo príncipe Roland Bonaparte. Há também recortes de jornais da época, documentos históricos, hoje preciosos para a recuperação da memória deste doloroso evento.

A exposição “Os Galibi Kali’na Tïlewuyu no Brasil - 1950 - 2010” registra uma história de viagem, ocorrida no séxulo XX. As famílias Galibi Kali’na Tïlewuyu que hoje vivem na Terra Indígena Galibi, no baixo Oiapoque, chegaram ao Brasil em julho de 1950 após uma longa viagem pelo oceano, saindo da aldeia Couachi, às margens do rio Maná, na Guiana Francesa, até chegar em terras brasileiras, onde pretendiam se instalar. Os protagonistas desta viagem, Geraldo Lod, Julien Lod, Joseph JeanJacques e seus familiares, ao todo 38 pessoas, migraram por vontade própria e de comum acordo. No Brasil, fundaram a aldeia São José dos Galibi, em Oiapoque. As famílias recém chegadas se adaptaram rapidamente ao novo ambiente e construíram uma rede de ótimas relações com os povos indígenas da região, os habitantes da cidade de Oiapoque e os militares de Clevelândia.

A memória e a história são aspectos comuns às duas exposições, que são uma homenagem aos antepassados Galibi Kali’na, aos Kali’na que vivem na Guiana Francesa e, especialmente, ao senhor Geraldo e Julien Lod enquanto fundadores da aldeia São José dos Galibi, no Brasil. Com estas exposições, que relatam eventos ainda tão presentes na memória indígena, o Museu Kuahí e o Iepé esperam estreitar mais uma vez os laços de cooperação entre os povos indígenas do Oiapoque e da Guiana Francesa.

Esta exposição integra as atividades de formação de pesquisadores indígenas e de registros e valorização cultural que vêm sendo realizadas pelo Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena no âmbito do Pontão de Cultura, “Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e norte do Pará”, financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério de Cultura (MinC). A exposição ficará aberta à visitação de abril a dezembro de 2010, no Museu Kuahí, Av. Barão do Rio Branco, 160 – Oiapoque – Amapá.

A inauguração da exposição será no dia 19 de abril, às 10 hs, quando também será feito o lançamento do livro “O Turé dos Povos Indígenas do Oiapoque”, escrito pelos pesquisadores indígenas do Museu Kuahí e publicado pelo Iepé e Museu do Índio-Funai. Uma mostra em banners sobre o ritual do Turé acompanha o lançamento do livro.

Ficha técnica:

Curadoria:

Lux Vidal

Cenografia e Montagem:

Anne Courtois-Vidal

Equipe do Museu Kuahí

Realização:

Iepé e Museu Kuahí

Apoio:

Iphan/MinC, Museu do Índio – Funai, Embaixada da Noruega, Rainforest Foundation, Prefeitura Municipal de Oiapoque e Secretaria de Cultura do Estado do Amapá.

Agradecimentos:

Comunidade Galibi Kali’na de São José do Oiapoque, Comunidade Kali’na de Awala-Yalimapo, Gérard Collomb e Félix Tiouka.

Baixe aqui o folder da exposição
Última atualização em Ter, 13 de Abril de 2010 15:59
 
Lançamento de livros, inauguração de biblioteca e exposição sobre povos indígenas no Amapá Imprimir E-mail

No próximo dia 29 de de março, em Macapá, o Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, em parceria com o Museu do Índio - Funai,  Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque, Petrobras e Iphan lançam os livros "Turé dos Povos Indígenas do Oiapoque"  e " Arte visual dos povos Tiriyó e Kaxuyana: padrões de um estética ameríndia". No mesmo dia ocorrerá a inauguração da sede da biblioteca do Pontão de Cultura "Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e norte do Pará" e de uma exposição itinerante sobre a festa do turé. O lançamento dos livros e a inauguração da biblioteca e da exposição são o resultado das ações de valorização do patrimônio cultural indígena dos povos da região do Amapá e do norte do Pará, que o Iepé vem desenvolvendo nos últimos anos, em parceria com vários órgãos de governo, como a Funai e o Iphan, e outras entidades e instituições.

 

Patrimônios Culturais Indígenas – O lançamento dos dois livros encerra o projeto “Valorização e Gestão dos Patrimônios Culturais Indígenas no Amapá e norte do Pará”, patrocinado pela Petrobras, e desenvolvido pelo Iepé desde 2005. Por meio deste projeto foram desenvolvidas várias ações de formação entre os povos indígenas Wayana, Aparai, Tiriyó, Kaxuyana, Karipuna, Galibi-Kali´nã, Galibi-Marworno, Palikur e Wajãpi, visando a valorização de seus respectivos patrimônios imateriais, assim como a consolidação de suas formas de transmissão. Por meio de oficinas, seminários, exposições e preparação de publicações, trabalhou-se os processos de produção, registro, seleção e difusão de elementos dos patrimônios orais e artísticos desses povos.

 

Biblioteca especializada – Já a inauguração da biblioteca do Pontão de Cultura “Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará” marca mais uma etapa do trabalho desenvolvido pelo Iepé, com apoio do Iphan-MinC, no sentido de produzir e disponibilizar informações contextualizadas sobre os povos indígenas da região do Amapá e norte do Pará. A biblioteca é aberta ao público interessado e disponibiliza livros, periódicos, Cds, DvDs e teses acadêmicas sobre a temática indígena no Brasil, com especial atenção para os povos indígenas dessa região.

 

Repercussão - Segundo o secretário-executivo do Iepé, Luís Donisete B. Grupioni, o evento do dia 29 tem um significado especial: "É um momento em que vamos difundir o resultado de várias ações de valorização cultural, que tiveram origem em oficinas realizadas nas aldeias, em que diferentes segmentos comunitários discutiram e produziram registros sobre seus próprios patrimônios culturais, como no caso dos registros da arte gráfica tiriyó e kaxuyana e da festa do turé, dos povos indígenas do Oiapoque. E também faremos a abertura da biblioteca do Pontão de Cultura, especializada na temática indígena, que será uma referência sobre os povos indígenas em Macapá". O Pontão de Cultura, do Iepé, que conta com apoio do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, desenvolve atividades nas terras indígenas do Amapá e também na cidade de Macapá, oferecendo cursos sobre a temática indígena para a sociedade envolvente.

De acordo com o diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, "iniciativas como essas reforçam nos índios a importância de se preocuparem com a continuidade de suas manifestações culturais". O Museu do Índio, da Funai, é co-editor do livro sobre a festa do Turé.

O evento tem início as 19:00hs, na sede do Iepé em Macapá (Rua Raimundo Álvares da Costa, 1.689).

 

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Última atualização em Seg, 05 de Abril de 2010 14:46
 
Segundo Encontro Transfronteiriço dos Povos Indígenas do Norte do Pará, Amapá, Suriname e Guiana Francesa Imprimir E-mail

2009-12-02-13h00m59De 1 a 4 de dezembro de 2009 em Saint Georges de l’Oyapok, Guiana Francesa aconteceu o “Segundo Encontro Transfronteiriço dos Povos Indígenas do Norte do Pará, Amapá, Suriname e Guiana Francesa”. O evento foi promovido pelo Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, em parceria com o Observatório Homem/Ambiente “Oyapock, um rio compartilhado”, do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS, com a colaboração do prefeitura de Saint Georges de l’Oyapok e de Camopi na Guiana Francesa.

O encontro contou com a presença de mais de 170 representantes das etnias Wajãpi, Tiriyó, Wayana, Aparai, Galibi, Galibi-Marworno, Karipuna, Palikur, Kali’na e Teko, e representantes de organizações indigenistas, ambientalistas e de órgãos governamentais dos três países. Durante o encontro foram discutidos temas que já vinham sendo desenvolvidos desde a primeira reunião transfronteiriça, promovida pelo Iepé e realizada em novembro de 2008, na cidade de Macapá, entre eles: garimpo e mineração em territórios indígenas e no seu entorno; agricultura; manejo da caça, da pesca e das atividades extrativistas; e produção de artesanato e gestão das matérias-primas. Os debates, realizados com tradução simultânea (português, francês e em sranantongo) incluíram uma rica troca de experiência sobre as diferentes maneiras com que cada comunidade lida com essas questões e as soluções que têm sido discutidas localmente. As atividades incluíram grupos de trabalho, plenárias, apresentações temáticas e culturais.

2009-12-04-15h09m42Garimpo e Mineração - Entre os temas discutidos, a problemática do garimpo, ganhou relevância.  “Estamos com um problema regional, uma mesma geologia em que o ouro está presente e os mesmos problemas sócio-econômicos. O fluxo em busca do ouro torna o problema transfronteiriço. As conseqüências desta atividade são regionais e implicam em desmatamento, poluição dos rios e fragmentação social. Estão sendo feitos esforços por parte dos governos. Aqui, temos que discutir como podemos contribuir para a solução desses problemas” disse Romain Taravella do WWF da Guiana Francesa, no início das discussões. Franck Appolinaire, Kali´na da Association Yawoya d´Awala-Yalimapo, ao apresentar as conclusões do grupo de garimpo e mineração, afirmou que “a poluição dos rios e da floresta, a contaminação dos peixes e depois dos homens e das mulheres, a perda da autoridade, a violência e o tráfico estão entre os principais impactos que os garimpos trazem para as comunidades indígenas”. Por isso, ressaltou que os representantes indígenas chegaram a uma posição comum: “não queremos nem garimpo, nem mineração em nossos territórios, e nem fora deles, quando eles trouxerem conseqüências que nos atingem”. Salientando que entendiam tratar-se de um problema em escala local, nacional e regional, Appolinaire afirmou que as comunidades indígenas não se sentem suficientemente informadas a respeito das ações governamentais para solucionar esse problema: “Em muitos casos, estamos pouco informados ou mal informados sobre as ações governamentais e sobre o processo de gestão política dessa temática, onde são tomadas as decisões”.

2009-12-03-10h10m09Terra e agricultura – Embora a situação de reconhecimento jurídico dos territórios indígenas seja distinto nos três países representados no Encontro, vários processos e problemas se mostraram comuns. A França não reconhece estatuto especial aos índios e só recentemente foram reconhecida zonas de direito de uso (ZDU) na Guiana Francesa, para que os ameríndios possam plantar suas roças e caçar. Como as terras indígenas no Brasil, essas ZDU são propriedade do Estado, mas os índios tem o usufruto exclusivo dessas áreas. Já o Suriname não reconhece territórios específicos aos índios. Discutiu-se no Encontro que quase todas as comunidades indígenas dessa região passaram por processos de concentração demográfica. Segundo a coordenadora do Observatório do CNRS, Françoise Grennand, esses processos implicaram na “sedentarização dos grupos indígenas e com isso cada vez mais as roças ficaram longe ou as capoeiras passaram a ser reaproveitadas cada vez mais cedo. Esses problemas se agravam na medida em que os projetos de desenvolvimento governamentais desconhecem a forma de ocupação tradicional dos índios e de seus padrões de dispersão e de mudanças das roças”. Rosena Wajãpi, do Brasil, afirmou que os povos indígenas estão preocupados e pensando no que fazer para que a caça, a pesca e a coleta não acabem. “Temos que fazer mapas dos recursos naturais nos nossos territórios. Temos que fazer pesquisa para conhecer mais e temos que fazer planos de vida e de gestão territorial” propôs Rosena ao apresentar os resultados de um dos grupos de discussão do Encontro. Já Louise Touanke, Wayana do Alto Maroni, na Guiana Francesa, em sua apresentação dos resultados das discussões sobre terra e agricultura, afirmou que “após períodos de concentração, o que está em curso em toda a região são processos de dispersão territorial” e que “os povos indígenas estão preocupados em não perder o conhecimento tradicional sobre a natureza, ainda mais quando as crianças passam a freqüentar a escola e a viver fora da comunidade por muitos anos”. Uma alternativa apontada seria a prática de uma educação diferenciada, como proposta no Brasil, mas que não existe na Guiana Francesa nem no Suriname. Ainda segundo Louise, em seu grupo de concluiu-se que “as comunidades estão crescendo, há muitas crianças e é preciso se preocupar com o futuro delas. Seríamos felizes se nossas crianças pudessem viver tão bem quanto nós. Por isso, precisamos de terra e de que as crianças não saiam para a escola. A gente quer viver do jeito que a gente sabe e quer”.

2009-12-02-12h43m39Continuidade da articulação transfronteiriça - Ao término deste Segundo Encontro, líderes indígenas dos três países se revezaram nos discursos de despedida, afirmando que, apesar de viverem situações particulares e específicas nos três países, o Encontro tinha lhes possibilitado a oportunidade de se encontrarem, discutirem problemas comuns e buscarem soluções em conjunto. De acordo com o secretário-executivo do Iepé, Luís Donisete Benzi Grupioni, essa era a principal intenção ao se promover esses encontros: “Estamos propondo a constituição de uma rede de articulação entre diferentes atores sociais, indígenas e indigenistas, e representantes governamentais, para enfrentar problemas que têm caráter regional e que afetam os povos indígenas que vivem nesses três países”.
Um próximo encontro foi proposto para 2010, em Paramaribo no Suriname, cobrindo assim os três países da região. Para este próximo encontro foram sugeridos, pelos participantes indígenas, novos temas: mudanças climáticas nas comunidades indígenas, violência contra as mulheres, drogas e álcool nas comunidades indígenas, o futuro dos jovens indígenas, perda e esquecimento da língua, povos isolados e parques nacionais, movimento indígena nos três países e grandes obras de infra-estrutura.

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Última atualização em Ter, 13 de Abril de 2010 11:56
 


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