Iepé realiza curso de políticas públicas em mudanças climáticas

Entre os dias 28 e 29 de novembro de 2016, o Iepé realizou o curso “Noções básicas sobre mudanças climáticas: contexto global e ação local”. Ministrado por Verena Almeida, assessora do Programa de Articulação Regional do Iepé, o curso foi desenvolvido em três módulos na Diocese Jesus de Nazaré, em Macapá. Participaram 52 pessoas, entre estudantes de ensino médio e de graduação, professores universitários, funcionários públicos, consultores autônomos, entre outros.

A metodologia adotada no primeiro módulo tomou como base a abordagem do “Climate Reality Project”, iniciativa capitaneada por Al Gore para sensibilização e mobilização da sociedade em relação ao aquecimento global. Por meio de fotos do período de 2010-2014 e gráficos de agências ambientais de vários países, foi mostrada a influência antrópica nas mudanças climáticas através do aumento de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Também foram abordados os impactos do aquecimento global sobre a provisão de alimentos, disponibilidade de água, saúde humana e infraestrutura e os prejuízos sociais, ambientais e econômicos decorrentes em diversas partes do planeta. Alternativas atualmente viáveis para a geração de energia, agropecuária de baixo carbono, diminuição das emissões por desmatamento e papel do consumidor como força motriz para a mudança também foram temas abordados. Dando sequência, a cientista ambiental Keila dos Santos apresentou seu trabalho acerca dos Índices de tendências climáticas em Macapá, onde verificou que além do aumento da temperatura média, os períodos de seca tem sido mais longos e as trombas d’água conseguintes tem causado os alagamentos pelo grande volume de água em pouco tempo. Também tem havido o aumento do número de dias quentes e a diminuição dos dias frios na capital. 

No segundo foi apresentado histórico de tópicos relevantes das COP do Clima e as condições para os países realizarem o pagamento por resultados frente à UNFCCC, conforme estabelecido no Pacote de Varsóvia. Também a estrutura que compõem a Estratégia Nacional de REDD+ e a proposta dos estados amazônicos ao governo federal para a alocação de recursos com base na relação estoque-fluxo das florestas. Foi realizada atividade em grupos, que visou fortalecer a compreensão sobre as relações das mudanças climáticas na saúde, infraestrutura, pesca, floresta, comunicação e governança e a diferença entre ações de mitigação e de adaptação. Seguiu com apresentação de Mariane Nardi, sobre os projetos e estudos de REDD+ no Amapá e a estratégia da SEMA que visa captar recursos junto ao GCF para o desenvolvimento de instrumentos e o estabelecimento de um sistema de serviços ambientais e REDD+ que contribua para o equilíbrio do clima. O terceiro módulo incluiu uma apresentação sobre as iniciativas internacionais e nacionais para o desenvolvimento de salvaguardas ambientais e sociais para REDD+ e o protagonismo da sociedade civil na construção de protocolos, como o Protocolo de Consulta e Consentimento Wajãpi e o Protocolo Comunitário do Bailique, além da importância da participação no processo de desenvolvimento e implementação de leis e no monitoramento de programas e projetos.

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